sexta-feira, 28 de junho de 2013
Projeto Genoma Humano
O projeto Genoma Humano começou como uma iniciativa do setor público, tendo a liderança de James Watson, na época chefe dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH). Numerosas escolas, universidades e laboratórios participam do projeto.
O genoma traz codificado no DNA dos seus 46 cromossomos as instruções que irão afetar, não apenas sua estrutura, seu tamanho, sua cor e outros atributos físicos, como também sua inteligência, sua suscetibilidade a doenças, seu tempo de vida e até alguns aspectos de seu comportamento.
O padrão genético do ser humano contém aproximadamente 3 bilhões de pares de bases químicas. Decifrar o código genético é compreender as dezenas de milhares de genes que compõem o DNA humano, tarefa que necessita de muitos pesquisadores empenhados, auxiliados por máquinas de última geração – o que implica, também, recursos financeiros.
A grande meta do Projeto Genoma Humano é compreender esses mecanismos, inclusive o de doenças, para que se possa aplicar tecnologia para alterar certas instruções com vistas a garantir uma melhoria na qualidade de vida do organismo.
O Projeto Genoma Humano é um empreendimento internacional, iniciado formalmente em 1990 e projetado para durar 15 anos, com o objetivo de identificar e fazer o mapeamento dos genes existentes no DNA das células do corpo humano, determinar as sequências dos 3 bilhões de bases químicas que compõem o DNA humano e armazenar essas informações em bancos de dados acessíveis.
Paralelamente, são feitos estudos acerca do genoma de outros seres, principalmente micro-organismos (recentemente foi publicado estudos acerca do genoma do ornitorrinco). Essa linha de pesquisa é uma forma de descobrir semelhanças e facilitar o estudo em questão, considerando aspectos e mecanismos evolutivos – além de integrar outros pesquisadores e estudos que, juntos, podem ser esclarecedores.
Para o mapeamento, são feitos diagramas descritivos de cada cromossomo humano, dividindo-os em fragmentos menores, ordenando em suas respectivas posições nos cromossomos. O passo seguinte é determinar a sequência das bases de cada um dos fragmentos ordenados, a fim de descobrir todos os genes na sequência do DNA e desenvolver meios de usar esta informação para estudo da biologia e da medicina. Um mapa genômico descreve, ainda, a ordem dos marcadores e o espaçamento entre eles, em cada cromossomo.
As informações detalhadas sobre o DNA e o mapeamento genético dos organismos devem revolucionar as explorações biológicas que serão feitas em seguida, podendo causar muitas surpresas!
Fonte:www.brasilescola.com
sábado, 22 de junho de 2013
Universidade do México desenvolve contraceptivo oral para homens
Investigadores da Universidade Nacional Autónoma do México estão
desenvolvendo um contraceptivo oral masculino. Ao contrário do
comprimido feminino, não vai conter hormônios nem provocar efeitos
secundários.
Um grupo de investigadores do Instituto de Biotecnologia da Universidade
Nacional Autónoma do México (UNAM) desvendou, através de um estudo da
composição dos espermatozóides, que dentro destes existem canais iónicos
(proteínas - dentro das células - que permitem a passagem de
substâncias) que albergam o cálcio e o potássio - proteínas fundamentais
ao espermatozóide, que lhe permite mover-se corretamente.
Com a descoberta, percebeu a possibilidade de criar um contraceptivo
oral para homens - à semelhança da pílula para a mulher. A grande
diferença é que não terá qualquer influência hormonal e nenhuns efeitos
secundários.
Basicamente, os investigadores querem poder bloquear os canais iónicos,
através da criação de um fármaco para esse efeito, dirigido apenas a
estas proteínas. O resultado será a inibição da função da célula
reprodutora. Uma vez que a existência destes canais é exclusiva dos
espermatozóides, a toma desta "pílula masculina" não afetará outras
células do corpo.
Efeito é reversível - basta interromper a administração
A fertilidade também não está ameaçada: uma vez que o corpo masculino
produz novos espermatozóides todos os dias, assim que o homem deixar de
tomar o contraceptivo as novas células voltam a ter mobilidade, ou seja,
esta pílula atua apenas durante o período de administração.
"Existe a necessidade de criar estratégias de controlo da natalidade e
até ao momento não há um anticonceptivo masculino reversível que seja
eficiente e seguro", destacou Alberto Darszon, que lidera a
investigação. Agora, os próximos meses serão passados no laboratório,
com o desafio de encontrar um tipo de molécula que apenas bloqueie os
canais iónicos e permita, assim, esta infertilidade temporária.
No projeto participam ainda outros colaboradores dos Institutos de
Fisiologia Celular e de Biotecnologia da UNAM - Claudia Treviño, Takuya
Nishigaki e Arturo Hernandéz - e Arturo Picones, da Universidade de
Berkeley, na Califórnia, que trabalha na área há 12 anos, para a
indústria farmacêutica.
Fonte: Biotecnologia - eBiotecnologia
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